Category Archives: Cinema

Meio ano de música, filmes e livros

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Um pequeno balanço do que mais gostei de ouvir, ver e ler até agora.

Álbuns

Portishead – Third
The Shortwave Set – The Replica Sun Machine
Santogold – Santogold
Presets – Apocalytico
Ladytron – Velocifero
Goldfrapp – Seventh Tree
Aimee Mann – Fuck Smilers
Islands – Arm’s Way
The National – Virginia EP
MGMT – Oracular Spectacular

Filmes*

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No Country for Old men
Into the Wild
There Will Be Blood
Before the devil knows you’re dead
Gone Baby Gone
In the Valley of Elah
Tropa de Elite
4 luni, 3 saptamani si 2 zile
The Darjeeling Limited
My Blueberry Nights

Livros

Quanto a livros não sigo propriamente a actualidade (falta de dinheiro e pirataria), mas fica pelo menos a amostra internacional pela Library Thing:

A estes tenho de acrescentar o “Em Silêncio, Amor” do Luís Soares, o fabuloso “Cidade Proibida” de Eduardo Pitta e “As Contadoras de Histórias” de Fernanda Botelho. Gostei de todos, tirando (vá queimem-me) o Faulkner.

Volto a conferir tudo no fim do ano.

* Alguns filmes podem ser de 2007 ou até antes, nunca sei bem que critério usar por causa das estreias internacionais. Mas vi-os todos em 2008 e penso que estrearam ou ainda vão estrear todos por cá este ano.

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Forgetting Sarah Marshall

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O mérito do novo esforço da equipa Apatow é ser capaz de equilibrar noções correctas sobre as relações (por exemplo, como se vai descobrindo depois de tudo acabar que afinal aquela pessoa não era tão boa como queriamos que fosse) com um distanciamento da verosimilhança que não deixa as coisas tornarem-se demasiado sérias (não, não é normal encontrar um sucessor do calibre de Mila Kunis assim logo de seguida), e logo, deprimentes. Acima de tudo, gosto que o filme seja parcial para com o loser, o que lhe confere um cunho ligeiramente terapêutico.

Manual do Cinéfilo #2 – Coincidências

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What is it with coincidence? Without it, movies could barely function: of all the gin joints in all the towns in all the world, Bogart’s place has to be the one into which Ingrid Bergman walks. His liquorish rant against the odds of her doing so is a clever trick from the writers of “Casablanca”: it drains her arrival of silly contrivance and floods it, instead, with a sense of damnable romantic destiny. The big screen is crucial if that trick is to succeed: watch a Fritz Lang thriller like “The Woman at the Window” or “Beyond a Reasonable Doubt” on DVD and you find yourself scoffing at the unlikely curves and switches in the plot, whereas the same setups, viewed in the dreamy imprisonment of a movie theatre, feel like the machinery of fate. Every film attracts doubt, but the great ones stretch beyond our reason.

Anthony Lane, New Yorker

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Serenidade

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Em Mr. Brooks, um competente thriller à “Dexter” recheado de estrelas, Kevin Costner, um psicopata, recita várias vezes uma oração, que ao contrário da maioria, me parece bela:

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God grant me the serenity
to accept the things I cannot change;
courage to change the things I can;
and wisdom to know the difference. (…)

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Dita a Serenity Prayer, o psicopata continua a matar.

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Os plausíveis

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“Alfred Hitchcock used to complain about moviegoers who refused to yield to the pleasures of narrative. “The plausibles,” he called them—viewers who, rather than enjoying one of his stories about two ordinary people caught up in some sort of sinister affair, would nag at minor details or ask, “Why don’t they call the cops?” To narrative filmmakers, the plausibles ask the wrong questions and make the wrong demands. They should care not whether a thriller is absolutely consistent but whether it gives good, nasty jolts.

David Denby, provavelmente o melhor crítico de cinema do mundo

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